Análise temporal da incidência de hanseníase em Ribeirão Preto: uma perspectiva epidemiológica de 10 anos
Abstract
A hanseníase é doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que acomete pele e nervos periféricos (HUANG; C. Y., 2024). É considerada moléstia tropical negligenciada, acometendo mais de 120 países, com aproximadamente 200.000 casos novos/ano (WHO, 2025). O Brasil ocupa o segundo lugar em número de casos, com 22.773 novos casos em 2023 e taxa de detecção de 10,68/100.000 habitantes. Entre 2014 e 2023, houve queda acentuada na detecção, provavelmente devido à pandemia de Covid-19, seguida por um aumento gradual nos anos seguintes (BRASIL; Ministério da Saúde, 2025). A transmissão da doença ocorre através de gotículas expelidas pelo nariz e boca de pacientes bacilíferos após contato íntimo e prolongado. A resposta imune do hospedeiro determina as formas clínicas: tuberculóide (paucibacilar), virchowiana ou dimorfa (multibacilares) (HUANG; C. Y., 2024; WHO, 2025). O diagnóstico baseia-se em três critérios: mancha hipocrômica/avermelhada com perda de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com perda de sensibilidade e/ou fraqueza muscular e baciloscopia positiva (WHO, 2018). O tratamento combina rifampicina, clofazimina e dapsona (WHO, 2025). O grau de incapacidade física, com graduação que varia entre 0, 1 e 2, indica perda da sensibilidade protetora, força muscular e/ou deformidades visíveis em face e membros, o que impacta a qualidade de vida, trabalho, participação social gerando estigmatização entre os pacientes, o que poderia ser evitado com diagnóstico e tratamento precoces (WHO, 2025; WHO, 2018).
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10.56344/2675-4827