Os contos de fadas sob uma ótica psicanalítica no mundo infantil: as fantasias e expressões inconscientes do conto “A bela e a fera”
Resumen
O presente estudo tem como objetivo analisar a importância dos contos de fadas no desenvolvimento psíquico infantil sob a perspectiva psicanalítica, com ênfase no conto A Bela e a Fera, em sua versão reescrita por Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (1756). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e bibliográfico, fundamentada em autores da psicanálise e da literatura que discutem a função simbólica dessas narrativas na infância. A metodologia consistiu no levantamento e análise de obras clássicas e contemporâneas, especialmente das abordagens freudiana e junguiana, incluindo contribuições de autores como Sigmund Freud, Melanie Klein, Carl Jung e Bruno Bettelheim. Os resultados indicam que os contos de fadas operam como dispositivos simbólicos que possibilitam à criança elaborar conflitos internos, lidar com angústias e organizar suas experiências emocionais. A análise do conto evidencia que seus personagens representam conteúdos inconscientes, desejos reprimidos e processos de amadurecimento psíquico, especialmente no que se refere ao desenvolvimento do ego e à integração de aspectos dissociados da personalidade. Conclui-se que A Bela e a Fera possui relevante potencial terapêutico e educativo, favorecendo a construção da subjetividade infantil e a elaboração simbólica de experiências emocionais. Dessa forma, destaca-se a articulação entre arte, psicanálise e desenvolvimento psíquico como fundamental para a compreensão da formação subjetiva da criança.
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10.56344/2675-4398