Fagoterapia como estratégia terapêutica contra a resistência bacteriana
Resumo
A resistência bacteriana aos antimicrobianos configura-se como um dos maiores problemas da saúde pública global, visto que diversas bactérias previamente tratáveis passaram a apresentar sensibilidade reduzida a esses medicamentos. O uso indiscriminado de antibióticos, tanto na área da saúde quanto no cotidiano da população, contribuiu significativamente para o surgimento de bactérias multirresistentes, como Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. Nesse contexto, a fagoterapia surge como uma alternativa terapêutica eficaz e estratégica para combater a resistência bacteriana. Essa abordagem baseia-se na utilização de fagos que atuam de forma altamente específica, sendo capazes de eliminar microrganismos-alvo de maneira seletiva. O presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio de levantamento bibliográfico, o potencial da fagoterapia como ferramenta terapêutica contra infecções bacterianas resistentes, discutindo sua aplicabilidade clínica, vantagens, limitações e perspectivas futuras. Foi observado que a fagoterapia apresenta características singulares em comparação aos antibióticos tradicionais, como elevada especificidade, autorreplicação no sítio da infecção, efeitos colaterais reduzidos e possibilidade de ser utilizada em infecções de difícil controle. Entretanto, apesar do grande potencial, essa terapia enfrenta estigmas significativos, como a falta de conhecimento por parte da população. Além disso, a regulamentação clínica limitada, escassez de estudos robustos e a necessidade de padronização segura também são fatores que restringem seu uso. Por fim, o estudo sugere que, para o sucesso da utilização da fagoterapia, é imprescindível ampliar o conhecimento científico sobre o tema, fortalecer políticas públicas de incentivo à pesquisa e implementar estratégias que possibilitem sua incorporação segura e efetiva no contexto clínico.
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10.56344/2675-4827