Diagnóstico laboratorial da febre maculosa: abordagens e desafios

  • Amadeu Pasqualim Neto Centro Universitário Barão de Mauá
  • Júlia Silva de Andrade Centro Universitário Barão de Mauá
  • Mariah Araújo Ribeiro de Castro Centro Universitário Barão de Mauá
  • Marina Marcondes Cesar Tadiello Centro Universitário Barão de Mauá
  • Thomaz Augusto Nicolino de Almeis Centro Universitário Barão de Mauá
  • Orivaldo Pereira Ramos Centro Universitário Barão de Mauá
  • Jorge Luiz Naliati Nunes Centro Universitário Barão de Mauá
Palavras-chave: Diagnósticos clínico-laboratoriais, Febre maculosa, Biomedicina

Resumo

A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida por carrapatos do gênero Amblyomma, como o A. sculptum e A. cajennense, e devido à sua alta letalidade, passou a ser de notificação compulsória em 2001 (Del Fiol et al., 2010; Barros-Silva et al., 2014; Mitsumori et al, 2016). A infecção ocorre pela picada de carrapatos infectados ou ao esmagá-los na pele, liberando seu conteúdo (Del Fiol et al., 2010). Os sintomas iniciais são inespecíficos e confundidos com outras doenças, como dengue ou leptospirose, o que atrasa o diagnóstico (Del Fiol et al., 2010; Araújo; Navarro; Cardoso, 2016). O exantema é o marcador clínico da doença, mas complicações graves, como insuficiência pulmonar e problemas renais, podem já estar em curso (Guimarães, 2023; Moraes-Filho, 2017). O diagnóstico laboratorial, incluindo PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), Imunofluorescência Indireta e testes sorológicos, é crucial para confirmar a FMB (Del Fiol et al., 2010), dado que a confirmação laboratorial e a análise epidemiológica são essenciais para diferenciá-la de outras doenças (Rocha, 2018; Greca; Langoni; Souza, 2008).

Publicado
2026-01-30
Como Citar
PASQUALIM NETO, A.; ANDRADE, J. S. DE; CASTRO, M. A. R. DE; TADIELLO, M. M. C.; ALMEIS, T. A. N. DE; RAMOS, O. P.; NUNES, J. L. N. Diagnóstico laboratorial da febre maculosa: abordagens e desafios. Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação, v. 6, n. 2, 30 jan. 2026.