Diagnóstico laboratorial da febre maculosa: abordagens e desafios
Resumo
A Febre Maculosa Brasileira (FMB) é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida por carrapatos do gênero Amblyomma, como o A. sculptum e A. cajennense, e devido à sua alta letalidade, passou a ser de notificação compulsória em 2001 (Del Fiol et al., 2010; Barros-Silva et al., 2014; Mitsumori et al, 2016). A infecção ocorre pela picada de carrapatos infectados ou ao esmagá-los na pele, liberando seu conteúdo (Del Fiol et al., 2010). Os sintomas iniciais são inespecíficos e confundidos com outras doenças, como dengue ou leptospirose, o que atrasa o diagnóstico (Del Fiol et al., 2010; Araújo; Navarro; Cardoso, 2016). O exantema é o marcador clínico da doença, mas complicações graves, como insuficiência pulmonar e problemas renais, podem já estar em curso (Guimarães, 2023; Moraes-Filho, 2017). O diagnóstico laboratorial, incluindo PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), Imunofluorescência Indireta e testes sorológicos, é crucial para confirmar a FMB (Del Fiol et al., 2010), dado que a confirmação laboratorial e a análise epidemiológica são essenciais para diferenciá-la de outras doenças (Rocha, 2018; Greca; Langoni; Souza, 2008).
Os autores cedem os direitos autorais dos artigos, resenhas e entrevistas publicados para a Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação, conforme a política editorial do periódico. Solicitamos que os pedidos de autorização para reprodução de textos em outras publicações sejam encaminhados formalmente ao comitê editorial por e-mail.
10.56344/2675-4827