Transições
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<p><em>Transições</em> (ISSN 2675-4398) é uma revista semestral multidisciplinar de acesso aberto vinculada à Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Investigação Científica do Centro Universitário Barão de Mauá. O periódico difunde pesquisas interdisciplinares, com especial interesse nas ciências humanas e sociais e em interfaces com a educação. Recebemos contribuições em fluxo contínuo e <strong>não cobramos taxas de autores nem de leitores</strong>.<br>Qualis 2021-2024 - B3 | <a href="https://scholar.google.com/citations?user=b_K3Hk8AAAAJ&hl=pt-BR" target="_blank" rel="noopener">Índice h</a></p> <p><em>Transitions</em> (ISSN 2675-4398) is an open access, biannual, peer-reviewed, multidisciplinary journal supported by the Pro-Rectory of Postgraduate Studies and Research of Baron of Mauá University. The journal has special interest in publishing interdisciplinary researches above all in the humanities and social sciences, with particular interest in their interfaces with education. <strong>We do not charge authors nor readers</strong>.</p>Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Investigação Científica do Centro Universitário Barão de Mauápt-BRTransições2675-4398<p>Os autores cedem os direitos autorais dos artigos, resenhas e entrevistas publicados para a revista <em>Transições,</em> conforme a política editorial do periódico. Solicitamos que os pedidos de autorização para reprodução de textos em outras publicações sejam encaminhados formalmente ao comitê editorial por e-mail.</p>Editorial
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<p>Editorial</p>Felipe Ziotti Narita
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2026-07-152026-07-157117Networking e crowdsourcing: concepções e inovações na era digital
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<p style="margin: 0cm; margin-bottom: .0001pt; text-align: justify;">Este artigo tem como objetivo analisar as concepções teóricas, aplicações práticas e desafios associados ao networking e ao crowdsourcing, explorando especialmente sua convergência na promoção da inovação digital. O estudo parte da premissa de que essas duas práticas — embora distintas — operam de forma interdependente, estruturando redes colaborativas e mobilizando inteligências coletivas para resolver problemas complexos em contextos diversos como o organizacional, urbano, científico e educacional. A metodologia adotada é qualitativa, de caráter exploratório e fundamentada em revisão bibliográfica. Foram analisadas fontes científicas utilizando descritores como “networking”, “crowdsourcing”, “inovação aberta” e “plataformas digitais”. A análise do conteúdo foi organizada em três eixos: fundamentos conceituais, práticas inovadoras e desafios emergentes. Os resultados indicam que o networking digital ultrapassa a construção de vínculos tradicionais, estruturando redes que favorecem o compartilhamento de conhecimento, a aprendizagem colaborativa e a geração de oportunidades. Já o crowdsourcing revela-se uma estratégia poderosa de mobilização de saberes e engajamento coletivo, com múltiplas tipologias e aplicações, desde o crowdfunding e o crowdmapping até a ciência cidadã e o uso conjunto com inteligência artificial. A convergência entre ambas as práticas fortalece ecossistemas de inovação, onde redes bem estruturadas ampliam o alcance das iniciativas colaborativas e potencializam a diversidade e eficácia das soluções propostas. Conclui-se que networking e crowdsourcing são pilares interligados da inovação na era digital. Sua articulação contribui para processos mais inclusivos, ágeis e resilientes, mas também exige atenção a questões éticas, curadoria das contribuições, governança distribuída e desenvolvimento de competências digitais. O estudo destaca, portanto, a importância de compreender como a tecnologia molda formas emergentes de colaboração, produção de conhecimento e transformação social.</p>Mario Marcos Lopes
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2026-07-142026-07-147183710.56344/2675-4398.v7n1a2026.1Sob a sombra da águia romana: manifestações fascistas em textos jornalísticos de Ribeirão Preto/SP (1935-1936)
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<p>O artigo em questão tem por objetivo norteador analisar as manifestações de adesão ao fascismo italiano em periódicos que circularam na cidade de Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, especialmente publicados entre os anos de 1935 e 1936. Para dar conta da empreitada, em consonância com os critérios de análise documental das Ciências Humanas, mobilizamos um enquadramento teórico-conceitual às materialidades da imprensa local e a conjunturas transnacionais, entre elas: a imigração italiana, a máquina propagandística do regime fascista e os desdobramentos da Segunda Guerra ítalo-etíope. A partir da leitura de edições do Diário da Manhã, jornal ribeirão-pretano, mapeamos padrões de exaltação do <em>Duce</em> e do chamado “mito da romanidade”; da moralização da “ordem”, “unidade” e “disciplina”; estetização do sacrifício; da legitimação da violência colonial como “missão civilizatória”; e da circulação de boletins, telegramas e anúncios culturais que conectam redes associativas locais a agendas do fascismo em plena expansão da Itália da primeira metade do século XX. Mostramos, deste modo, como a imprensa local funcionou enquanto um canal de mediação e operador ideológico, afinando sensibilidades pró-fascistas em uma cidade absolutamente marcada pela forte presença italiana, mobilizada em especial para ocupações de trabalho familiar na grande lavoura cafeeira.</p>William Kleyton CostaThiago Barbosa da Silva
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2026-07-142026-07-1471387210.56344/2675-4398.v7n1a2026.2As implicações da IN/MTP 02/2021 para o cumprimento de cotas sociais pelas empresas, com o cômputo concomitante de jovens com deficiência (PCD) pelo contrato de aprendizagem
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<p>A Constituição Federal, em seu artigo 24, estabelece a competência concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal para legislar sobre a proteção e integração social das pessoas com deficiência (PCD). Nesse contexto, o artigo 93, da Lei 8.213/1991, determina que empresas com 100 ou mais empregados devem reservar de 2% a 5% de seus postos de trabalho para pessoas com deficiência. Paralelamente, a regulamentação da aprendizagem profissional (Lei 10.097/2000), impõe às empresas a obrigação de destinar de 5% a 15% de suas vagas a aprendizes. E o Decreto 8.373/2014 ao disciplinar o sistema e-Social, instituiu registros distintos para o cumprimento das reservas sociais: a sigla [infoPCD], destinada à contratação de pessoas com deficiência, e a sigla [infoApr], referente aos contratos de aprendizagem registrados pelas entidades formadoras. Mas, a separação inviabiliza o cômputo concomitante de jovens PCD contratados como aprendizes, sendo reforçada pela Instrução Normativa 02/2021 do Ministério do Trabalho e Previdência (IN/MTP), na impossibilidade de contabilizar um mesmo jovem PCD tanto na cota de aprendizagem quanto na de pessoas com deficiência. O argumento central do artigo analisa as implicações da IN/MTP 02/2021 que, de um lado, limita as empresas que, mesmo cumprindo os requisitos legais, não podem computar o mesmo trabalhador em ambas as cotas. De outro, compromete a efetividade das políticas de inclusão, pois desestimula a contratação de jovens PCD como aprendizes, levando as empresas a optar por candidatos sem deficiência para atender exclusivamente à cota de aprendizagem. Essas consequências contrariam os princípios do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), que preconiza a plena inclusão social e laboral, além de enfraquecer o caráter afirmativo das políticas públicas voltadas à integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A ausência de regulamentação que permita o cômputo concomitante compromete a lógica de promoção da autonomia e da capacitação profissional de jovens PCD, restringindo seu acesso a oportunidades de formação e inserção digna. Diante desse cenário, torna-se necessária a revisão da IN/MTP 02/2021, com a elaboração de norma específica que autorize o registro concomitante de jovens PCD na cota de aprendizagem e na cota de pessoas com deficiência. Tal medida representaria não apenas o cumprimento formal das exigências legais, mas sobretudo a efetiva inclusão desses jovens no mercado de trabalho, garantindo-lhes capacitação, autonomia e participação produtiva em condições de igualdade. Trata-se, portanto, de uma questão que transcende o acesso, configurando verdadeira inclusão social e profissional transformadora.</p>Marcos Aurelio ManafGaudência Costa da Silva Magi Joyce Grigoleto de Souza Sales
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2026-07-142026-07-14717310510.56344/2675-4398.v7n1a2026.3Qualidade de vida e saúde mental: uma comparação entre estudantes trabalhadores e não trabalhadores
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<p>A crescente necessidade de conciliar trabalho e estudos tem se tornado um desafio para muitos estudantes universitários, podendo impactar sua qualidade de vida e saúde mental. O ambiente universitário e o mercado de trabalho, quando combinados, criam um cenário estressante para os estudantes, elevando os níveis de cansaço mental e fadiga, afetando o desempenho acadêmico. Este estudo, de caráter exploratório, objetivou comparar os níveis de saúde mental e qualidade de vida entre estudantes trabalhadores e não trabalhadores. Foram avaliados 674 estudantes, por meio da Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse e do Questionário de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde. Utilizou-se estatística paramétrica, com nível de significância de 5%. Os resultados indicaram índices moderados de depressão, ansiedade e estresse e satisfatórios de qualidade de vida. A correlação entre os sintomas de saúde mental estudados e a qualidade de vida foi forte e negativa. O grupo de estudantes que trabalha apresentou maiores índices de depressão, ansiedade e estresse e menores níveis de qualidade de vida, em comparação ao grupo que não trabalha. As variáveis que se associaram significativamente aos indicadores de saúde mental e qualidade de vida foram: gênero, raça, turno, renda familiar e escolaridade do responsável familiar. Conclui-se pela importância do papel do psicólogo nesse cenário, atuando na prevenção, identificação precoce e manejo de sinais de sofrimento psíquico entre universitários, bem como no desenvolvimento de estratégias e políticas públicas de enfrentamento, acolhimento e promoção de saúde mental.</p>Natália FariasRaissa SantaremNayara GonçalvesAdriana Saur
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2026-07-142026-07-147110613910.56344/2675-4398.v7n1a2026.4Gestão democrática da rede municipal de ensino de Ribeirão Preto-SP (2025): análise da implementação dos Conselhos Escolares e Fórum dos Conselhos Escolares
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<p>O objetivo desse artigo é avaliar a implementação das diretrizes de gestão democrática da rede municipal de ensino de Ribeirão Preto, conforme texto da Lei Complementar 3246/2024, por meio dos seguintes eixos: a) reestruturação dos Conselhos Escolares; b) participação na educação infantil; c) implementação do Fórum dos Conselhos Escolares. Utilizamos dados quantitativos (estatísticos) e qualitativos (atas, relatórios e publicações diversas). Os fundamentos teóricos e metodológicos para a crítica dos dados apresentados foram emprestados da “abordagem do ciclo de políticas” (Ball e Gowe), bem como dos conceitos de educação formal e não-formal (Gohn). As conclusões apontam a importância do compartilhamento de saberes acadêmicos, práticos e relacionais (Charlot) para a efetivação dos princípios da gestão democrática em diferentes momentos de aprendizagem da comunidade escolar: seja por meio de práticas curriculares (na escola) ou pela participação em colegiados, enquanto mecanismos de atuação da sociedade civil.</p>Rafael Silveira
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2026-07-142026-07-147114016210.56344/2675-4398.v7n1a2026.5Do epistemicidio acadêmico na graduação em Psicologia e sua superação com a educação antirracista
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<p>Este artigo tem como objetivo apresentar o resultado de um estudo bibliográfico em que emerge o epistemicídio acadêmico como prática de racismo institucionalizado no currículo em Psicologia e a superação dele a partir do aquilombamento de estudantes pretos a promoverem justiça curricular em determinada unidade de ensino superior. Para tanto, adotou-se a perspectiva da Escrevivência como referencial teórico articulada à abordagem qualitativa de pesquisa, do tipo bibliográfica, como procedimento metodológico. A coleta de dados foi realizada no Banco Digital de Teses e Dissertações (BDTD) e feita a análise compreensiva da narrativa da amostra encontrada, que permitiu verificar a presença de três eixos relacionais a sustentarem o examine do racismo internalizado e sua decolonização a partir do “Eu”, quando se encontra com “Nós” e vivencia letramento racial potencializado pelo dispositivo de aquilombamento de estudantes pretas em coletivo estudantil, com objetivo de superação do racismo institucionalizado ao lutarem por justiça curricular em relação aos “Outros/as”, evidenciado pelo pacto da branquitude e do epistemicídio acadêmico como barreiras institucionais. Portanto, considera-se que a trajetória escolar de pessoas negras(os) é marcada pela urgência de um letramento racial crítico, por um lado, e, da decolonização do currículo de Psicologia como uma ferramenta da educação antirracista, por outro, mediante aquilombamento de estudantes pretos nas universidades.</p>Maria Julia Oliveira CecílioKelly Adriana de Campos BenzoniRenata Cristina Oliveira CecílioAna Maria Ricci Molina
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2026-07-142026-07-147116318210.56344/2675-4398.v7n1a2026.6Os contos de fadas sob uma ótica psicanalítica no mundo infantil: as fantasias e expressões inconscientes do conto “A bela e a fera”
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<p> O presente estudo tem como objetivo analisar a importância dos contos de fadas no desenvolvimento psíquico infantil sob a perspectiva psicanalítica, com ênfase no conto <em>A Bela e a Fera</em>, em sua versão reescrita por Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (1756). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e bibliográfico, fundamentada em autores da psicanálise e da literatura que discutem a função simbólica dessas narrativas na infância. A metodologia consistiu no levantamento e análise de obras clássicas e contemporâneas, especialmente das abordagens freudiana e junguiana, incluindo contribuições de autores como Sigmund Freud, Melanie Klein, Carl Jung e Bruno Bettelheim. Os resultados indicam que os contos de fadas operam como dispositivos simbólicos que possibilitam à criança elaborar conflitos internos, lidar com angústias e organizar suas experiências emocionais. A análise do conto evidencia que seus personagens representam conteúdos inconscientes, desejos reprimidos e processos de amadurecimento psíquico, especialmente no que se refere ao desenvolvimento do ego e à integração de aspectos dissociados da personalidade. Conclui-se que <em>A Bela e a Fera</em> possui relevante potencial terapêutico e educativo, favorecendo a construção da subjetividade infantil e a elaboração simbólica de experiências emocionais. Dessa forma, destaca-se a articulação entre arte, psicanálise e desenvolvimento psíquico como fundamental para a compreensão da formação subjetiva da criança.</p>Maria Eduarda Borges RezendeFernanda Pessolo Rocha
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2026-07-142026-07-147118320210.56344/2675-4398.v7n1a2026.7Novas formas de trabalho e a (des)proteção do trabalhador por aplicativos
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<p>Com a popularização dos smartphones, surgiram novas formas de trabalho mediadas por aplicativos como Uber, iFood, Rappi e 99. Essas plataformas, apesar de oferecerem promessas de autonomia e flexibilidade, na prática revelam precarização do trabalho. Muitos trabalhadores atuam sem vínculo empregatício formal, sem acesso a direitos garantidos, previstos pela Constituição Federal em seu artigo 7°, como férias, 13° salário e Previdência Social. A maioria desses trabalhadores está concentrada na região Sudeste e atua principalmente em transporte. A legislação brasileira ainda não acompanhou essa transformação, gerando insegurança jurídica e decisões judiciais divergentes. Em março de 2024, foi proposta uma nova regulamentação pelo governo, enquanto a Uber solicitou a suspensão dos processos trabalhistas em andamento. A falta de proteção legal gera impactos negativos na saúde e bem-estar dos trabalhadores, além de aumentar a desigualdade social e violar princípios constitucionais fundamentais.</p>Alcides Belfort da SilvaLivia Vitória Da Cunha
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2026-07-142026-07-147120321510.56344/2675-4398.v7n1a2026.8Sobre a internacional neoliberal: uma análise acerca do think tank Fundação Internacional para Liberdade
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<p>Resenha da obra: GIMÉNEZ, María Julia. Um Atlântico Liberal: Think Tanks, Vargas Llosa e a ofensiva de direita na América Latina. Editora Unicamp, Campinas, 2024.</p>Tiago Salgado
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